Carta para o Pai Natal
“Querido Pai Natal, neste Natal queria…”, este seria o presumível início de uma carta redigida por uma menina de seis anos, mas a menina não tem mais seis anos, a estes podemos acrescentar quarenta, e então, logo nada disto faz sentido.
Até porque a menina nunca acreditou no Pai Natal, conheceu muitos ao longo da vida, mas que se recorde, nenhum tinha barbas brancas ou se vestia de encarnado, também não tinham raça, religião ou sexo definido. Apenas possuíam algo em comum «Um coração do tamanho do mundo».

Ainda hoje recordo com carinho aquela atitude de uma verdadeira mãe natal, ao oferecer o nosso jantar a uma outra mãe angustiada que pedia comida para os seus filhos e, quando questionada sobre o que iríamos jantar, lançou o seu sorriso peculiar e disse-nos que havia muito pão e leite. Não era propriamente o jantar a que estávamos habituados, mas foi um dos muitos jantares que marcaram a minha infância.
Este seria apenas um dos muitos episódios que presenciei ao longo da minha vivência e que me levam a acreditar que os verdadeiros Pais Natal não trazem as prendas que o nosso espírito consumista ambiciona, mas somos presenteados com outros bens mais valiosos. Incutindo-nos valores cujo dinheiro não pode comprar, somente com o amor verdadeiro podem ser adquiridos.
Por tudo isto, querido Pai Natal, tal como nos outros anos, não te quero pedir nada. Quero apenas agradecer a todos os Pais Natal, homens ou mulheres, que no percurso das suas vidas, distribuíram prendas de: amor, compreensão e carinho por aqueles que mais necessitaram.
Lucília Sampaio
“Querido Pai Natal, neste Natal queria…”, este seria o presumível início de uma carta redigida por uma menina de seis anos, mas a menina não tem mais seis anos, a estes podemos acrescentar quarenta, e então, logo nada disto faz sentido.
Até porque a menina nunca acreditou no Pai Natal, conheceu muitos ao longo da vida, mas que se recorde, nenhum tinha barbas brancas ou se vestia de encarnado, também não tinham raça, religião ou sexo definido. Apenas possuíam algo em comum «Um coração do tamanho do mundo».

Ainda hoje recordo com carinho aquela atitude de uma verdadeira mãe natal, ao oferecer o nosso jantar a uma outra mãe angustiada que pedia comida para os seus filhos e, quando questionada sobre o que iríamos jantar, lançou o seu sorriso peculiar e disse-nos que havia muito pão e leite. Não era propriamente o jantar a que estávamos habituados, mas foi um dos muitos jantares que marcaram a minha infância.
Este seria apenas um dos muitos episódios que presenciei ao longo da minha vivência e que me levam a acreditar que os verdadeiros Pais Natal não trazem as prendas que o nosso espírito consumista ambiciona, mas somos presenteados com outros bens mais valiosos. Incutindo-nos valores cujo dinheiro não pode comprar, somente com o amor verdadeiro podem ser adquiridos.
Por tudo isto, querido Pai Natal, tal como nos outros anos, não te quero pedir nada. Quero apenas agradecer a todos os Pais Natal, homens ou mulheres, que no percurso das suas vidas, distribuíram prendas de: amor, compreensão e carinho por aqueles que mais necessitaram.
Lucília Sampaio

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